um sonho bom:
através do início da
coisa-faca
mete-se ao lado de
outra
entre os conteúdos
da laminada memória: queijo.
inda inutilizando o trem da associação: queijo e o seguinte:
passe rapidamente de um furo para o outro
inda inutilizando o trem da associação: queijo e o seguinte:
passe rapidamente de um furo para o outro
enalteça o digno
exemplo do leite que se deixa quarar, abre-se a abrir mão do branco, deita-se
no amarelo indefinido, arreganha-se ao mundo CimoDaMesa ao teu profundo
ReptoDeSaída, teu rabo dito a cu.
vês? através do início da coisa-faca
vês? através do início da coisa-faca
meter-se ao lado de
outra: entre.
daí os nós, minha
filha, e a ponta dum tudo quanto é coisa-faca.
sonhas
o sangue dos poentes
e nós
como bestas
descrentes das estrelas que a noite finca à carne
a terra inteira, a
vertigem à ela
então ajuíza-te dum
lugar já iniciado das pernas
asfixia-te das
escadas, depois sobre das águas nas letras bêbadas
e como é quente a
noite dormida
ninja que és
num vazamento de sol
pela aresta deste ou
daquele olho samurai
tão clara a goteira
a repetir tua mais horrenda pupila:
em tudo o que há, a
tudo o que és
inda voltas a ser a
que sonha
és ainda
a que sonha
a que sangra meus
poentes, sonhas, sondas.
e que orgulho sonhar
os dedos que não alcançam
a boca cheia de
marimbondos, cheia de dedos pra pedir socorro.
sonhamos nós
ao nosso próprio
velório
já que estamos
sempre a morrer
já que aos nós, uma
da outra, brotamo-nos a renascer
moles
nós, acordados nós,
velados a ser
travesseiro,
coelhinhos, sono, velório dos olhos, cortejo dessas horas, tu sabes, dessas a
orar e a reproduzir por nós e por esse sono de morrer de rir.
